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EDITORIAL – No bar, na vacina e na igreja, a aglomeração é a mesma

A indignação seletiva tem o caro preço de nos levar à hipocrisia. Observar com o olhar crítico as situações do dia a dia é tarefa de qualquer ser pensante, e muito mais nestes tempos nefandos. Entretanto, se não pautado pelo bom senso de tirar as vendas dos olhos, a crítica pode sair pela culatra.

Alvos das atenções no quesito aglomeração, bares e restaurantes são frequentemente visitados pela vigilante turma dos bravos combatentes do Covid que mais falam que fazem. Nesse interim, o descontrole e a aglomeração registrada nos eventos religiosos da Festa de São Raimundo e no VacinaFest, do Governo Municipal, sobrevivem incólumes diante dos guardiões da saúde local.

É importante ressaltar que a pandemia não acabou, fato, mas a baixa nos casos e a crescente vacinação têm levado a população a um relaxamento cada vez maior de sua postura em relação ao vírus, o que, tomara, que não nos leve a outra onda de contaminações e mortes.

O errado é o errado, não importa quem o faça, e o papel da crítica de plantão é saber que sempre que apontamos o dedo para alguém, temos pelo menos três apontados em nossa direção.

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