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EDITORIAL – Várzea Alegre amedrontada

A imagem de uma cidade pacata há tempos sumiu de nossas mentes quando se trata de Várzea Alegre. Assassinatos brutais à luz do dia já não nos surpreendem, não nos espantam, assaltos à mão armada já nos parecem plausíveis e não causam estranheza. Já não saímos tranquilos de casa, o retorno das festas e dos happy hours, mesmo mais cedo por conta das restrições da pandemia, já não são cercados de tranquilidade.

O assalto ontem a um estabelecimento comercial, com funcionários acuados entre os disparos e seus destinos, são mais uma página triste em nossa recente história. A verdade é que estamos à mercê da criminalidade. E o pior de tudo, é que a única resposta que a cidade recebe á a da instalação de uma unidade do RAIO, ou seja, policiamento que já trabalha com o problema já instalado, não se tem solução para cortar o mal pela raiz, apenas se joga toda a responsabilidade em cima da força policial.

Não se sabe se por covardia, incompetência, conivência ou outra razão que só eles entendem, a gestão municipal não se posiciona na raiz da criminalidade: o tráfico de drogas que, seguindo a lógica de grandes municípios, se instalou para ficar em nossa terra, profissionalizando-se, organizando-se, dominando, enfim. Há alguns – sempre eles – que defenderão de que não é um problema só nosso, de que não é incumbência do município, etc, mas as desculpas esfarrapadas estão colando cada vez menos a uma população amedrontada.

Diante do medo, a reação pode ser ativa ou passiva, mas sempre se escolhe um lado, e nunca é o de quem se omite em momentos de necessidade. Precisamos de uma política séria, de gestão, e não de mandato, para a segurança pública em Várzea Alegre.

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