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Audiência pública da saúde ocorre sem muitos embates

A Audiência Pública marcada para o dia 14, terça-feira, ocorreu em clima de certa tranquilidade e poucos embates. O objetivo da audiência era tratar especificamente os problemas inerentes à saúde de Várzea Alegre, que passa por uma crise após o repórter Franzé Sousa ter feito um desabafo em suas redes sociais sobre a falta de atendimento médico à sua irmã no Hospital São Raimundo Nonato, único do município.

Na extensa explanação do Secretário de Saúde, Ivo Leal, apenas pontos positivos foram apresentados. Já o Diretor Técnico do Hospital São Raimundo, Dr. Carlyle Aquino apresentou os números e resultados alcançados pelo hospital nos últimos anos, destacando a histórica importância do mesmo para o município. Carlyle ressaltou que a luta pela manutenção do hospital é de todos os varzealegrenses.

Já na fala do Dr. Edmar Fernandes, que durante toda a terça-feira fez visitas a diversas unidades de saúde do município, além do Hospital São Raimundo, a saúde local encontra-se precisando de ajustes e de atenção especial. Dr. Edmar pontuou diversos problemas, principalmente nas Unidades Básicas de Saúde, como falta de médicos, enfermeiros, equipamentos básicos e insumos. Ressaltou a insatisfação por parte dos usuários, enfatizando que pôde constatar presencialmente esses problemas, inclusive em conversas com pacientes que aguardavam atendimento. Dr. Edmar Fernandes fez questão de ressaltar que viu em funcionários e pacientes medo de se manifestar sobre o assunto. Segundo ele esse fato é muito preocupante.

Imagens: TV Câmara

Na visão do Vereador Marcelo Fledson (PP) o objetivo da Audiência não foi atingido. Ainda durante a Audiência, o vereador de oposição comentou na transmissão ao vivo, realizada pela TV Câmara e retransmitida pela Atual Online.

O Vereador Michael Martins (PP) refletiu sobre os resultados – ou não – da Audiência Pública.

A população, de um modo geral não participou mais uma vez. Viu-se no auditório da Câmara, na maioria, funcionários municipais comissionados, fato muito comum nesse tipo de reunião.

Foi sentida a falta de representantes de sindicatos e do Ministério Público. Este fato foi comentado pelo pivô de toda a cobrança sobre a saúde municipal: Franzé Sousa:

Sem a presença de representante do maior órgão fiscalizador das leis, o Ministério Público, aí já perdeu a característica de ‘Audiência Público’, tornando-se mais uma repetitiva prestação de contas institucional por parte das gestões municipal e hospitalar.

Franzé Sousa, em resposta ao Capitão Horizonte, via Facebook.

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