Wednesday, December 8A força da nossa voz!

Filha denuncia descaso da saúde com sua mãe

A senhora Reginalda Gomes da Silva Sousa, mais conhecida por Regina, filha de Dona Joana Antônio Gomes (86 anos), procurou a redação do Programa Escotilha Policial para relatar que, após muito sacrifício em conseguir uma ambulância para efetuar o deslocamento de sua mãe para a realização de uma reavaliação médica no município do Crato, a ambulância não cumpriu o horário agendado e a mãe, bem debilitada, acabou perdendo a consulta.

A solicitação da ambulância foi feita por um encaminhamento da Secretaria de Assistência Social de Várzea Alegre, conforme divulgado anteriormente no Escotilha. No documento, Ofício 148/2021, consta que Dona Joana, a paciente, “se encontra incapaz de locomover-se por vias de outro transporte que não uma ambulância.”

Dona Joana está com o braço quebrado em consequência de uma queda e pela idade as suas pernas estão muito inchadas.

A consulta estava agendada para esta quinta-feira (28), às 7h, no Hospital São Raimundo, na vizinha cidade de Crato.

De acordo com Regina, a filha, a ambulância só chegou à casa da paciente depois das 7h da manhã, impossibilitando assim a realização da consulta, pois uma viagem de Várzea Alegre ao Crato demanda pelo menos uma hora. Ao questionar o horário, segundo relatou Regina à nossa reportagem, o motorista da ambulância simplesmente foi embora sem dar nenhuma satisfação.

.. o que aconteceu foi isso, eu acordei quatro horas da manhã, arrumei minha mãe, me arrumei, fiquei na calçada, quando deu mais de sete a ambulância chegou aqui, porque a consulta tinha que ser às sete horas. Aí eu disse, essa hora, aí ele pegou e simplesmente pegou a ambulância e deu meia volta, não me deu nenhuma satisfação, eu ainda ia me arriscar a ir…

Este foi um trecho dos áudios que a senhora Regina, revoltada, enviou ao programa e que irá ao ar amanhã, a partir das 11h30, na Rádio Atual Online.

Em uma outra parte da participação de Regina no programa ela diz: “cadê os meus direitos de cidadã?,…, cadê os direitos da minha mãe, que tem prioridade?, agora eu quero saber!…”.

Análise dos fatos

O fato é grave e reflete a triste situação da maquiada saúde do município de Várzea Alegre. Dona Joana, uma senhora de 86 anos, debilitada e sem recursos, sofre uma queda e é transferida para um hospital de Crato, justamente por não termos aqui as condições necessárias para o justo acompanhamento desse tipo de caso. Quantos anos de impostos já pagou Dona Joana? Não merecia ela um atendimento humanitário e diferenciado, posto a sua idade avançada e a sua frágil condição de saúde atua?

Nos deparamos todos os dias no nosso município com políticos pousando para fotos, com o único intuito de chamar a atenção dos holofotes numa louca corrida pela busca de votos. Uns tantos aplaudem, comentam, compartilham…, e ai deles se assim não o fizerem. Eles até dizem: a saúde está boa, o prefeito é bom, é peia, é pisa, é sola? Aí eu me atrevo a perguntar: e se o que está acontecendo com Dona Regina e Dona Joana fosse com o seu filho, sua esposa, sua mãe? O poder sufoca, ameaça e prende…

Entre favores pessoais e benefícios individuais, uma pequena parcela da população se considera satisfeita e se for o caso defende o indefensável.

Quantas Dona Joana ainda terão que passar por esse tipo de descaso e humilhação? E as Dona Joana que ficaram para trás, entre negligências e suspiros de uma saúde entubada? Vamos aceitar essa caiação até quando?

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