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ATUAL EC – Diretoria e jogadores: O completo fracasso do Vasco em não retornar para a Série A

O último domingo ficará por bastante tempo na memória de quem viu Vasco x Botafogo, válido pela 34° rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, seja torcedor de um ou de outro e principalmente daqueles que compareceram ao estádio de São Januário.

O resultado em si aconteceu porque o Botafogo encontrou o adversário perfeito, enquanto o Vasco teve o rival mais indigesto em um momento crítico da temporada. Com as derrotas recentes para equipes como CSA e Guarani, o revés humilhante no clássico carioca veio para acabar com qualquer chance de acesso da equipe cruzmaltina a 1° divisão do futebol brasileiro.

E este resultado entra para a história, pois a goleada alvinegra foi a maior vitória que o Botafogo já impôs ao Vasco dentro de São Januário. Frente a frente tivemos equipes com trajetórias, momentos e níveis diferentes no campeonato. De um lado, um time sólido e com uma proposta de jogo aprovada, visto a situação confortável na tabela. Do outro, um mandante pressionado pela própria torcida, desesperado no campeonato e que já vinha demonstrando descompassos.

Uma defesa fácil de vazar e com muitos espaços, no qual reflete na quantidade de gols que o Vasco sofreu nesta Série B. O placar de 4×0 foi construído em um misto de nível técnico e tático apresentado pelo Botafogo, se aproveitando também do desespero que fez o Vasco colocar tudo a perder na metade da primeira etapa do jogo. A seguir, irei citar alguns fatores na campanha que tornaram capaz mais este vexame na história do Gigante da Colina.

Treinadores que não deram certo

O Vasco contratou treinadores de ‘Série A’ para tentar deixar a 2ª divisão o mais rápido possível nesta temporada. Após demitir Marcelo Cabo, a diretoria trouxe Lisca e, por fim optaram por Fernando Diniz. Todos têm passagens por grandes clubes e do escalão mais alto do país, entretanto, a grife dos comandantes não ajudou o time de São Januário.

Marcelo Cabo ficou 29 jogos à frente da equipe; Lisca comandou em apenas 12. E Diniz chegou há pouco tempo, completando 11 jogos: sendo 4 vitórias – 3 empates – 4 derrotas, com três dessas derrotas de forma seguida nas últimas rodadas. Um desempenho bem irregular num momento do campeonato em que os resultados positivos deveriam ter se sobressaído.

Reforços de peso

O Vasco se movimentou na temporada e trouxe alguns bons nomes para a equipe: Vanderlei, Marquinhos Gabriel, Zeca e outros atletas desembarcaram no Rio de Janeiro para vestir a camisa cruzmaltina e atuar na Série B. Depois, já no meio do ano, o Vasco vai novamente ao mercado em busca de contratações pontuais e novamente se reforçou, trazendo jogadores como NenêJhon Sánchez. E percebam que a maioria desses nomes, acabaram se tornando mais dor de cabeça do que solução.

Não podemos deixar de lembrar que, com esses reforços, o Vasco da Gama contou com um plantel muito valorizado para os parâmetros da Série B. Assim, o Gigante da Colina é dono do grupo de jogadores mais caro de todo o campeonato. De acordo com o site Transfermarkt, o elenco atualmente está avaliado em 28,9 milhões de euros (cerca de R$ 186 milhões de reais), para um clube que já sofre com dívidas a muitos anos.

Nem chegou a ver o G-4

O Vasco caiu na temporada de 2020 e não planejava ficar mais de um ano na Série B, porém o fato é que o clube nunca esteve dentro da zona de classificação para a elite do futebol nacional. Isto é, mesmo com o elenco caro, o Gigante da Colina nunca “pisou” no G-4 da Segundona. Ao longo da competição, chegou a ficar a 1 ponto do pelotão de frente, mas essa não foi a regra dos últimos meses. O time quase sempre manteve uma distância sensível para os quatro melhores times do campeonato.

São novas manchas na grandiosa história do Vasco, um clube de tantas glórias, mas que nos últimos 20 anos insiste em repetir erros e se apequenar dentro de campo. Não podemos esquecer que o time recebeu apoio incondicional dos torcedores, seja na internet, ou seja nas ruas, e hoje não pode reclamar que faltou o “amor infinito”. O que faltou mais uma vez, foi futebol e planejamento. Mas quem sabe ano que vem, quem sabe.

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