Wednesday, December 8A força da nossa voz!

Bruno Siebra

BRUNO SIEBRA – Lembrar a morte é cultivar a vida
Bruno Siebra, Colunistas

BRUNO SIEBRA – Lembrar a morte é cultivar a vida

Em direção à morte, o único caminho sem curva, eis-nos na incerteza que é entender a vida. Aqueles que decidem viver sem muletas espirituais, sabem que o aqui e agora é tudo o que se tem. Do bem que se faz não é por recompensa, ou por medo, mas sim pelo simples fato de fazê-lo. Do que se constrói é na certeza de que o prazer e o viver pertence ao momento presente, e que todo plano a prazo longo é um verdadeiro tiro no escuro. Costumam dizer que hoje é um dia em que se lembra os que partiram, discordo, pois alguém que cessa sua jornada e deixa um legado positivo na vida da gente nunca cessa de estar presente, e de ser um presente. Guardo os meus com tenro apreço, sem saudade egoísta e amarga. E olhe que já foram muitas partidas dolorosas, e sei que virão outras tantas mais... Com res...
BRUNO SIEBRA – Chega o RAIO na tempestade de insegurança pública
Bruno Siebra, Colunistas

BRUNO SIEBRA – Chega o RAIO na tempestade de insegurança pública

Pregar salvadores da pátria é estratégia política que pega o brasileiro em uma de suas fraquezas: a ignorância que leva ao fanatismo inocente e maniqueísta. Várzea Alegre não é diferente quando aposta todas as suas fichas no BP RAIO como solução mágica para o caos em que a segurança pública da cidade se encontra. Seja pela falta de vontade política do gestor em criar políticas públicas que ajam na raiz do problema da segurança pública ou mesmo na estratégia de tirar o corpo fora, afirmando junto com seu séquito que segurança é competência do Governo do Estado; nesta inércia Várzea Alegre mergulhou num poço de domínio do poder paralelo das facções (as não partidárias, menos perigosas e menos perseguidoras até) e da criminalidade galopante, numa sensação de insegurança que ronda o cidadã...
BRUNO SIEBRA – Por que tantos se matam na “terra da alegria”?
Bruno Siebra, Colunistas

BRUNO SIEBRA – Por que tantos se matam na “terra da alegria”?

Há alguns anos, quando uma reportagem do Globo Repórter procurava exemplos de gente que conseguia sorrir mesmo nas condições mais adversas, a cidade de Várzea Alegre foi sugerida e compôs a matéria. Houve um uso político que deu à cidade a alcunha de "cidade mais feliz do Brasil", mas é bom deixar claro logo de início, nem a matéria da TV Globo nem nenhuma pesquisa científica jamais comprovou essa alcunha. Temos a alegria no nome, supostamente vinda da expressão de espanto do dono destas terras quando avistou o que hoje é o Parque Cívico São Raimundo Nonato. Há quem conteste essa versão, mas como não temos uma História Oficial escrita, fica valendo a versão da tradição popular. Embora a alegria nos cerque em nosso nome, temos um alto índice se suicídios, de tão comuns que já nos hab...
BRUNO SIEBRA – Deus acima de tudo, o Rei acima de todos
Bruno Siebra, Colunistas

BRUNO SIEBRA – Deus acima de tudo, o Rei acima de todos

Eram tempos obscuros, mas a luz já anunciava sua chegada: Os séculos XV ao XVII marcam uma guinada das instituições humanas à racionalização. A Igreja, vendo sua plenitudo potestatis rechaçada pela formação dos Estados Nacionais, reorganiza-se para manter-se próxima ao poder dos reis, antes figurativos, agora absolutos. Os reis, alicerçados na burguesia em ascensão contínua e no Mercantilismo metalista que os empoderavam e enriqueciam mais e mais, buscavam fortalecer as estruturas que os mantinham soberanos. Neste contexto efervescente, não poucos teóricos surgiram, dentre estes Bossuet e Hobbes, nestes, atentar-se-á este texto. Enquanto em séculos precedentes, João Quidort e Egídio Romano discutiram fervorosamente a distinção entre Estado e Igreja - numa querela por vezes pueril de qu...
BRUNO SIEBRA – 7 de setembro: celebrar? Não! Refletir!
Bruno Siebra, Colunistas

BRUNO SIEBRA – 7 de setembro: celebrar? Não! Refletir!

Quando essa gente souber que as cores da nossa bandeira não significam o verde das florestas e o amarelo do ouro, mas sim as cores das famílias de Bragança e Habsburgo... Quando essa gente souber que a separação política do Brasil (chamada de Independência) foi uma grande armação política, para impedir que o próprio povo ficasse independente, e tirasse a família Real portuguesa do poder. D. Pedro JÁ COMANDAVA o Brasil quando declarou independência DELE MESMO e "começou a governar o Brasil". Não houve ruptura política, não houve mudança estrutural, o povo continuou na mesma. As estruturas políticas continuaram exatamente as mesmas… Quando essa gente souber que o 7 de setembro é uma data aleatória estabelecida por D. Pedro I em 1826, sendo o "grito do Ipiranga" mera invenção para embe...